quinta-feira, 19 de março de 2009

Tratamento de Águas Residuais

Tipos de águas residuais

Existem dois grandes tipos de águas residuais: as domésticas e as industriais.

Águas Residuais Domésticas: resultantes da actividade habitacional. Dentro deste tipo de classe pode-se ainda considerar:

- Águas Residuais Turísticas, com características sazonais, podem apresentar menor ou maior carga poluente conforme provêm de estabelecimentos hoteleiros isolados ou de complexos turísticos;

- Águas Residuais Pluviais, provenientes da precipitação atmosférica. A sua carga poluente pode ser muito superior à das águas residuais domésticas.


Águas Residuais Industriais: Provenientes das descargas de diversos estabelecimentos. Por exemplo: águas residuais pecuárias, de aviários, etc.


Deve ainda considerar-se as resultantes da mistura de águas residuais domésticas com industriais e/ou pluviais – as Águas Residuais Urbanas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Desinfecção

A desinfecção das águas residuais tratadas objectiva a remoção dos organismos patogénicos. O método de loração também tem contribuido significativamente na redução de odores em estações de tratamento de esgoto. Revelou-se entre os processos artificiais o de menor custo e de elevado grau de eficiência em relação a outros pocessos como a ozonização que é bastante dispendiosa e a radiação ultra-violeta que não é aplicável a qualquer situação.

Remoção de Nutrientes

As águas residuais podem conter altos níveis de nutrientes como nitrogénio e fósforo. A emissão em excesso destes pode levar ao acúmulo de nutrientes, fenômeno chamado de eutrofização, que encoraja o crescimento excessivo (chamado bloom) de algas e cianobactérias (algas azuis). A maior parte destas algas acaba morrendo, porém a decomposição das mesmas por bactérias remove oxigénio da água e a maioria dos peixes morrem. Além disso, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potavel (as chamadas cianotoxinas).
Há diferentes processos para remoção de nitrogénio e fósforo:
  • A desnitrificação, que requer condições anóxinas (ausência de oxigênio) para que as comunidades biolágicas apropriadas se formem. A desnitrificação é facilitada por um grande número de bactérias. Métodos de filtragem em areia, lagoa de polimento, etc, pode reduzir a quantidade de nitrogénio. O sistema do lodo activado, se bem projectado, também pode reduzir significante parte do nitrogénio;
  • A remoção de fósforo, que pode ser feita por precipitação química, geralmente com sais de ferro (ex. cloreto férrico) ou alumínio (ex. solfato de alumínio). O lodo químico resultante é dificil de tratar e o uso dos produtos químicos torna-se caro. Apesar disso, a remoção química de fósforo requer equipamentos muito menores que os usados por remoção biológica.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resíduos

Conceito de Resíduo

Um resíduo é qualquer substância ou objecto de que o ser humano pretende desfazer-se por não lhe reconhecer utilidade.

A produção de resíduos é causadora da poluição e tem vindo a aumentar com o desenvolvimento socioeconómico e tecnológico das sociedades.

Tipos de Resíduos

  • Águas Residuais

Águas que foram utilizadas em actividades domésticas, industriais ou agrícolas e que contém uma grande variedade de resíduos.

Tratamento de Resíduos

  • Estações de Tratamento de Águas Residuais - ETAR's

Nestas estações, as águas residuais são sujeitas a tratamentos que removem os poluentes e o efluente final é devolvido ao ambiente.

  • Tratamento de águas residuais - fases

Tratamento primário - processo mecânico que remove materiais sólidos de grandes dimensões, por filtração, e matéria sólida em suspensão, por decantação.

Tratamento secundário - processo biológico, durante o qual bactérias aeróbias ou anaeróbias eliminam até 90% da matéria orgânica dissolvida.

As bactérias decompositoras podem ser incluídas em lamas activadas, que são misturadas com as águas resultantes do tratamento primário, ou podem recobrir um leito de gravilha sobre o qual passa a água (tanques de percolação).

Ao tratamento secundário segue-se uma nova decantação.

Tratamento terciário ou avançado - tratamento físico ou químico destinado a remover poluentes específicos. Nem sempre é utilizado, uma vez que é muito dispendioso.

Antes de ser dissolvida ao ambiente, a água é desinfectada com cloro ou radiações ultravioleta para matar organismos patogénicos eventualmente existentes.

As lamas, que resultam da decantação nos tratamentos primário e secundário, são sujeitas a compostagem e podem ser usadas como fertilizante.

O biogás, produzido por bactérias anaeróbias durante o tratamento secundário ou a compostagem de lamas, pode ser aproveitado como fonte de energia.



Poluição Aquática

A água é utilizada pelo homem para satisfazer as suas necessidades metabólicas e em quase todas as suas actividades.
É um recurso indispensável à existência da vida na Terra.
A poluição da água consiste em qualquer alteração física, química ou biológica da qualidade da água que a torna imprópria para consumo ou causa danos aos organismos vivos.
Principais poluentes:
  • Agentes infecciosos;
  • Matéria orgânica;
  • Produtos químicos orgânicos e inorgânicos;
  • Nutrientes vegetais;
  • Materiais radioactivos;
  • Sedimentos;
  • Calor.

Principais fontes de poluição:

  • Efluentes industriais;
  • Esgotos domésticos e hospitalares;
  • Explorações agrícolas;
  • Minas e centrais energéticas;
  • Erosão e transporte de sedimentos.

Alteração da qualidade da Água - Eutrofização

A Eutrofização é um processo com origem natural ou antrópica em que há um aumento de produtividade primária nos ambientes aquáticos devido a algas e outros organismos infestantes, como resultado do enriquecimento da água em nutrientes, nomeadamente azoto e fósforo.

  • Eutrofização natural

Verifica-se durante a evolução dos ecossistemas, ao longo de grandes períodos de tempo, como parte do processo natural da sucessão ecológica.

  • Eutofização cultural

E consequência da acção antrópica e ocorre, geralmente, em lagos e alfufeiras, junto a zonas urbanas ou agrícolas.

O excesso de nitratos e fosfatos (fertilizantes) na água provocas a proliferação de cianobactérias, algas e jacintos de água. Como consequência, verifica-se uma diminuição da luminosidade e desaparece a vegetação aquática submersa.

A morte destes organismos e a sua decomposição por bactérias aeróbias reduz a concentração de oxigénio dissolvido. Os peixes e moluscos morrem por asfixia. Proliferam bactérias anaeróbias, que produzem tóxicos com mau cheiro.

  • Parâmetros da qualidade das águas

A qualidade da água pode ser avaliada por diferentes parâmetros, de natureza:

  1. Física (cor, turvação, sabor, odor, ...)
  2. Química (salinidade, dureza, alcalinidade, sais dissolvidos, ...)
  3. Biológica (densidades populacionais de espécies).
  • Carência Bioquímica de Oxigénio (CBO)

Quantidade de oxigénio dissolvido necessário para a decomposição dos materiais orgânicos presentes num certo volume de água.

É um indicador de quantidade de matéria orgânica biodegradável presente na água.

Quanto maior a concentração de matéria orgânica presente na água, maior será a quantidade de oxigénio utilizada pelos decompositores.

Carta Europeia da Água

Proclamada pelo Conselho da Europa em Maio de 1968 .

  • Não há vida sem água. A água é um bem precioso indispensável a todas as actividades humanas.
  • Os recursos hídricos não são inesgotáveis. É necessário preservá-los, controlá-los e, se possível, aumentá-los.
  • Alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do homem e dos outros seres vivos que dela dependem.
  • A qualidade da água deve ser mantida em níveis adaptados às utilizações e, em especial, satisfazer as exigências da saúde pública.
  • Quando a água, após ser utilizada, volta ao meio natural, não deve comprometer as utilizações que dela serão feitas posteriormente.
  • A manutenção de uma cobertura vegetal apropriada, de preferência florestal, é essencial para a conservação dos recursos hídricos.
  • Os recursos hídricos devem ser objecto de um inventário.
  • A eficiente gestão da água deve ser objecto de planos definidos pelas autoridades competentes.
  • A salvaguarda da água implica um esforço muito grande de investigação científica, de formação técnica de especialistas e de informação pública.
  • A água é um património comum cujo valor deve ser reconhecido por todos. Cada um tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado.
  • A gestão dos recursos hídricos deve inserir-se no âmbito da bacia hidrográfica natural e não no das fronteiras administrativas e políticas. A água não tem fronteiras. É um bem comum que impõe uma cooperação internacional.

A água potável pode esgotar !

Até agora pode nunca ter faltado água na torneira da casa de banho ou da cozinha das nossas casas, mas isso infelizmente pode não acontecer para sempre. A água disponível para consumo humano por ano já não é tanta como antigamente. Já falta em muitos países.
Sabias que muitos meninos em África não têm água em casa para tomar banho e que por vezes chegam mesmo a não ter água para beber. De todos os planetas conhecidos, chove em apenas um: a Terra. Pela distância a que está do Sol, a água apresenta-se em três estados distintos: sólido, líquido e gasoso.